3 tifus
domingo, 7 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Soneto De Mim Mesmo

Estou eu fazendo um soneto de mim mesmo,
Estou me descrevendo ao mundo e suportando esse peso,
Estou poetizando o tudo e o nada,
É momento em que a poesia começa e acaba.
Estou escrevendo para o vazio e o cheio,
Escrevendo para o rico e o pobre,
Escrevendo por tudo que eu anseio,
Escrevendo para que eu no futuro não me cobre.
Estou escrevendo um soneto do fim para o começo,
E por isso não me aborreço,
Apenas apareço.
E assim sou eu mesmo,
Completo e incompleto,
De um sentimento jogado ao esmo.
Talvez Eu Seja Muito Errado

Talvez eu seja muito errado,
Em pensar em te querer,
Mas se eu não fosse um poeta alucinado,
Como poderia te dizer?
Talvez eu seja muito errado,
Em pensar em te merecer,
Mas se eu não fosse tão ligado ao passado?
Como eu poderia saber?
Talvez eu seja muito errado,
Em pensar em pensar em você,
Mas se pensar em você é um pecado,
Ah! Esse seria um pecado do qual eu não iria me arrepender.
Talvez eu seja muito errado,
De pensar em te dizer,
Que mesmo que você tenha namorado,
Eu ainda penso em você.
Silêncio Poético

Após um longo silêncio poético,
Num pequeno verso sintético,
Escrevo apenas uma sensação:
– Porque se encontra vazio o meu coração?
Imperfeito
Todo ser humano é imperfeito,
Toda a sua obra é imperfeita,
Sempre terá uma margem de erro,
Sempre terá um traço fora do lugar.
A Imagem do ser humano é convexa,
Vê-se no espelho,
Achar-se bonito ou feio,
É uma forma complexa.
A Poesia por mais métrica que tenha,
Nunca chegará próxima a perfeição.
As palavras são minhas,
E nem todos concordam com a minha questão.
Consegue-se imaginar que exista perfeição:
Em DEUS.
Pensamento,
Imaginação,
Razão.
Nada que passe de fé,
E intuição.
Razão ilimitada em encontrar o perfeito,
Atravessam a história.
As questões primordiais continuam,
As respostas flutuam além do tempo-espaço.
E ninguém as encontra.
E as dúvidas continuam.
E tudo continua em sua doce e explícita:
Imperfeição.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Por Enquanto
Por enquanto tudo continua igual,
E isso não é bom, nem mal...
No entanto meu coração procura uma mudança...
Saberia eu dizer se essa seria a última esperança?
Não sei,
Sei apenas que eu permaneço inerte,
E quando dou me conta de tudo que sei,
As coisas já não são como antes e tudo fica de cabeça pra baixo.
(Por que eu deveria me importar com uma rima?)
Tudo está passando,
O mundo está mudando,
E tudo por enquanto pra mim permanece igual...
Nada de bom,
Nada de mal.
E assim a vida segue seu curso,
E por enquanto,
Eu no meu canto,
Choro o meu tanto.
E assim mais uma poesia minha acaba,
Sem problema, sem rima
(Falta algo?)
Sem mais nada.
