domingo, 26 de julho de 2009

Tudo Que É Meu É Contraditório


Nada que passa pelas minhas mãos,
Nada que passa pelo meu coração,
Tudo Que É Meu,
Tudo Que É Seu.

No meio de infindáveis teias de desilusão,
Encontra-se uma luz de persistência intrínseca à emoção.

Em meio a Guerra está à paz,
Em meio à escuridão está à luz,
Em meio à vida, a algo que jaz,
Em meio a sede, ao líquido que seduz.

Tudo é tão contraditório,
E no fim,
Nada que é meu é seu,
Nada que é seu é meu.

Não existe meu.

Não existe seu.

Só existe Você e Eu.

E nada mais.

No final das contas,
Somos apenas um,
Em uma mesma existência.

Relembrado as coisas tontas,
De lugar nenhum,
Em uma louca persistência.


Assim somos.

Enquanto existirmos vai...

E quando de uma vez formos.

Essa poesia num sorriso encolhido sai...
E eterniza-se no sentimento de alguém que ler.