segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Em Um Lugar



Em um lugar tão distante, que não se achava,

Em uma pessoa tão perto que não se via,

Era lá onde tudo começava,

Seria lá aonde tudo se finalizaria.

Em um lugar,

Além da terra,

Além do mar,

Seria o céu?

O lugar tão distante era aqui,

A pessoa tão perto era você,

Eu sempre procurava ali,

Até parar e te ver.

As minhas sentimentalidades,

Há tanto tempo se derramavam,

Sobre as folhas do caderno, em igualdades,

Sempre via e amava as pessoas que me iluminavam.

Os verbos de amor passional,

Desfizeram-se e incorporaram a vida real,

E deixei de lado, e passei a cortar o

Amor dentro de mim,

Assim...

Em um lugar tão distante que não se achavam,

Em uma pessoa tão perto que não se via,

Era lá onde tudo começava,

Seria lá aonde tudo se finalizaria.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Minuto

Minuto

Um Minuto Longo,

Um Silêncio Profundo,

Um poema pronto,

Que não pode mudar o mundo.

Analogia

Viver e Morrer,

Não São assim tão simples,

São conceitos inexplicáveis:

Viver é complicado,

Morrer é inexplicado.

 

Ser humano,

É ser complexo,

Ser comum,

É ser sem nexo,

Ser de todos os lugares,

E ser de lugar nenhum.

 

A vida é incrível,

A morte é imbatível,

O tempo indestrutível,

E o nada irreconhecível.

 

Todos são…

Todos vem…

Todos vão,

Todos tem…

 

E no fim tudo e nada,

O começo inicia e acaba,

E desaba.

Só Restará


Deixe o mundo acabar,

Deixa tudo ceder,

Que no fim,

Só restará,

A poesia,

Final,

Perdida no espaço sideral.


domingo, 26 de julho de 2009

Tudo Que É Meu É Contraditório


Nada que passa pelas minhas mãos,
Nada que passa pelo meu coração,
Tudo Que É Meu,
Tudo Que É Seu.

No meio de infindáveis teias de desilusão,
Encontra-se uma luz de persistência intrínseca à emoção.

Em meio a Guerra está à paz,
Em meio à escuridão está à luz,
Em meio à vida, a algo que jaz,
Em meio a sede, ao líquido que seduz.

Tudo é tão contraditório,
E no fim,
Nada que é meu é seu,
Nada que é seu é meu.

Não existe meu.

Não existe seu.

Só existe Você e Eu.

E nada mais.

No final das contas,
Somos apenas um,
Em uma mesma existência.

Relembrado as coisas tontas,
De lugar nenhum,
Em uma louca persistência.


Assim somos.

Enquanto existirmos vai...

E quando de uma vez formos.

Essa poesia num sorriso encolhido sai...
E eterniza-se no sentimento de alguém que ler.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Queria Conseguir Dizer Que Te Amo



Queria conseguir dizer que te amo,
Mas talvez isso não fosse verdade,
Não condizeria, com a realidade,
Iria te perder.

Queria conseguir dizer que te amo,
Mas prefiro esconder a verdade,
E o medo de perder a tua amizade,
Não deixam eu te dizer.

Queria conseguir dizer que te amo,
Mas seria uma coisa fora da Razão,
Obedecer ao meu Coração,
É melhor te esquecer.

Queria conseguir dizer que te amo,
Mas se dissesse o que seria?
Seria você uma pessoa tão fria?
Eu iria sofrer.

Queria conseguir dizer que te amo,
Mas isso seria errado,
Será que te amar é pecado?
Eu quero morrer.

Queria conseguir dizer que te amo,
Mas não quero continuar sonhando,
Vou esquecer você.

Soneto de Mim Mesmo


Estou eu fazendo um soneto de mim mesmo,
Estou me descrevendo ao mundo e suportando esse peso,
Estou poetizando o tudo e o nada,
É momento em que a poesia começa e acaba.

Estou escrevendo para o vazio e o cheio,
Escrevendo para o rico e o pobre,
Escrevendo por tudo que eu anseio,
Escrevendo para que eu no futuro não me cobre.

Estou escrevendo um soneto do fim para o começo,
E por isso não me aborreço,
Apenas apareço.

E assim sou eu mesmo,
Completo e incompleto,
De um sentimento jogado ao esmo.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Luxúria


Deixa-me tirar sua roupa,
Deixa-me beijar sua boca,
Deixa-me beijar o seu rosto,
Deixa-me sentir o teu gosto.

Deixa-me te levar a loucura,
Deixa-me te satisfazer a fissura,
Que você sente por mim,
Deixa-me te levar assim...

Deixa-me te levar para a cama,
E fazer o que diz minha fama,
Que por sinal é bem melhor do que se diz.

Deixa-me passar a língua pelo seu corpo,
Deixar seu corpo com frio,
Fazendo-o ficar torto,
Fazer-te sentir um arrepio.

Deixa eu te levar,
Pelo vai e vem,
E veremos quem é quem,
Nesse quero, que não te quero
bem.

Logo depois, você irá relaxar e
Ficar
Zen.


Empty (Vazio)



I look at the expressions empty,
I feel sad,
I feel happy,
For a feeling that doesn't exist.

- Ό -

Eu olho para as expressões vazias,
Sinto-me triste,
Sinto-me feliz,
Por um sentimento que não existe.

O Eclipse


Há um eclipse,
Na fragmentada elipse,
Da Lua.

Na Rua,
Há o despertar,
Do momento em que tudo escurecerá.

No momento em que tudo desaparecer,
Nada vai se esperar,
Além da ansiedade pela luz reaparecer,
E a vida se normalizar.

O Eclipse,
Na elipse fragmentada.

O Eclipse,
Momento de escuridão e ansiedade.

E Mais Nada.

Abstracionismo



Acaba o tempo,
Acaba o vento,
O Mundo Desaba.

O Juízo Final,
O Apocalipse,
O Fim do Universo.

Tudo acaba.

Quantas vezes o universo já explodiu,
E se partiu em bilhões de pedaços?

Quantas vezes o universo voltou e sumiu,
E deixou seus estilhaços?

Quantas vidas você viveu e morreu,
Fez e desfez laços?

Quantas vidas você amou e renasceu,
E o quanto esse amor, cabe dentro de um abraço?

Quantas almas você viu e sentiu,
E teve certeza que não passava de visão?
Tem certeza, que o que está em sua mesa,
Não é uma ilusão?

O quanto se conhece do ser humano,
Para não dizer que tudo é arquitetado,
Por um cérebro em evolução?

Quantos paradigmas,
Quantos enigmas,
Não temos para resolver?

Existe o Fim?
Se a resposta for Sim,
O que você vê?

Existe o você?
Quem é você?
E está aqui para quê?

Acredita em Deus?
Não serão réplicas de nossos eus?
No que você pode crêr?

Acredita em deuses?
Não serão seres humanos, esses?
Cada um com sua função,
Executando operações de cura,
Ajudando outras pessoas na vida dura,
No que você pode crer?

O que é concreto?
O que é abstrato?
No que estamos certos?
No que estamos errados?

Um dia certamente eu morrerei,
Você morrerá,
Um dia certamente eu jazirei,
E o mundo acabará.

Tudo acabará,
E depois o que haverá?

Penso eu, que tudo irá recomeçar.

E logo estarei aqui,
Quantas vezes forem necessárias,
Para escrever uma poesia,
Que seja pária,
Ao fim da companhia,
Do universo sem fim,
Até onde eu conheço,
E que as resposta unânime seja Sim,
Para um belo,
Recomeço.

O Meu Tempo No Mundo É O Que Me Interessa


O Relógio está correndo como sempre,
E eu sempre querendo ultrapassá-lo.

O tempo vem,
Os anos passam,
E é o mínimo que temos de conhecimento e sabedoria das coisas.

A morte chega,
Aterroriza.

E depois?

É o fim?

Nada além de teorias.

Nada além de conspirações.

Mas, é o meu tempo no mundo que me interessa,
A vida é tão curta.

A vida é tão difícil,
É impossível não lutar.

A realidade é dura,
A fantasia é reconfortante.

Mundinho de Mentira!

Meu e de tantos outros.

É o meu tempo no mundo que me interessa,
Impossível aproveitar todo tempo que tenho.

Tudo acaba.

E depois?

Seremos um, ou dois?


Ilusão


Tudo que se passa é ilusão,
Tudo que passou foi em vão,
Tudo que se passará será visão.

Nada que se vê é concreto,
Tudo que se imagina é certo,
O universo é ilusionário,
Em um mundo imaginário.

A alegria é sorte,
A tristeza é morte,
O amor é puro,
O ódio é duro.

Mas, nada disso existe,
Estamos mais alegres do que tristes,
Imaginar é flutuar em um paralelo,
Estamos mais cegos do que espero.

Os sentimentos são ilusões,
Os universos são paradigmas em questões,
O Tudo é mentalmente viável,
O Nada é uma realidade inimaginável.

Aqui acaba a ilusão,
Quem Somos? Para Onde Vamos?
Essa é a questão.

O Tempo É...


O Tempo é o senhor da memória,
É Senhor da derrota e glória,
E senhor da guerra e paz,
É dele tudo que nasce e tudo que jaz.

O Tempo é o senhor da esperança,
É o dia de uma eterna lembrança,
De um momento feliz.

O Tempo é guardião dos segredos,
Que vão se esvaindo entre alegrias e medos,
De serem descobertos.

O Tempo é inexplicável,
É inexprimível,
É incansável,
É invencível.

Podemos vencer todas as barreiras,
Do cansaço,
Do sofrimento,
Mas jamais venceremos o tempo.

O Tempo é senhor de tudo,
É senhor do nada,
É o momento de ficar mudo,
É o momento que tudo acaba.